Depois de 4 meses, você se acostuma à rotina de um bebê. Nem se lembra mais do cansaço. Só quando seu corpo não aguenta mais, quando ele vem com tudo, quando derruba, é que a gente se lembra dele. Quando eu deito na cama é que eu percebo o quanto estou cansada. O corpo inteiro dói, sinto-me como uma estátua de pedra. Agora, ela está dormindo mais à noite. Demora um pouco para pegar no sono, ok, mas acorda mais tarde e dorme mais pesado.
De dia, ela fica mais tempo acordada e, por isso, há mais interação. Ela quer minha atenção o tempo inteiro. Abre um sorrisão quando converso com ela, fico imitando os sons que ela faz (para ela entender que eu falo a língua dela e correspondo) e adora quando dou risada junto com ela. Detesta ficar sozinha. Fica reclamando, até grita às vezes, quando não estou por perto ou estou muito concentrada no computador. (Agora ela não está reclamando porque está dormindo, rs.) Adora ficar no colo, mas sentada. Chia, reclama e faz cara feia quando a seguro deitada como recém-nascido. Já entendeu que é bom ficar no colo e ameaça um choro quando a coloco no berço ou no carrinho. Mas começo a conversar e uso um tom de voz suave e consolador para acalmá-la. E ela acalma. Às vezes, demora um pouquinho, mas acalma. Depois que ela dorme, eu sinto falta, rs.
Adora uma televisão. Gosta da Peppa Pig, do Doki e do Peixonauta. Os outros ela não assiste com tanta atenção. Quando vou amamentar, tenho que ir para o quarto ou desligar a TV, senão ela não mama. Ela também gosta dos DVDs do Baby Einstein e Baby IQ, mas ela acaba dormindo ou fica acordada, mas quietinha. Acho que é porque eu ouvia muita música clássica na gravidez, então, ela associou à calmaria. Quando ela quer bagunçar e eu coloco música clássica, ela fica mais calma, rs.
No próximo sábado, ela vai tomar a vacina dos 4 meses. Dizem que essa é braba, mas espero que não dê reação nenhuma nela. Até agora, ela nunca teve reação alguma. Aliás, ela nunca ficou doente. Valeu a pena restringir as visitas quando ela era recém-nascida e ainda não tinha tomado nenhuma vacina. Inclusive, esse é um conselho que me deram e eu assino embaixo: restrinja as visitas até seu filho tomar as primeiras vacinas. Ouvi reclamação, chiação, mimimi, nhé-nhé-nhém, mas bati o pé e não deixei a Catarina receber visitas até tomar as vacinas dos 2 meses. É claro que na maternidade não tem como restringir (infelizmente, porque se dependesse de mim, nem chegariam perto da minha filha), mas, depois que ela veio pra casa, eu não quis saber. Toquei o Foda-se mesmo, com F maiúsculo. E ainda bem que meu marido me apoiou. Aliás, a ideia foi dele por recomendação de um conhecido e eu adorei, já que eu não queria ninguém perto dela mesmo. Ainda mais criança catarrenta e gente velha perebenta. Podem falar o que quiserem, sou brava mesmo e sou capaz de arrancar o couro de quem fizer mal à minha filha.
Mas agora está tudo certo, ela já recebe visitas normalmente, não estranha, fica de boa, na dela, interage com todo mundo, uma sem-vergonha, rs. Tenho que me segurar para conter o ciúme todas as vezes que pegam ela no colo. (Sim, eu sou completamente ciumenta e fiquei pior ainda depois de ter minha filha.) E nem adianta vir me dar lição de moral com relação a isso. Já fiz terapia e não adianta. Sou incorrigível. :-P
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| Estou mais para mamãe leoa! Rs. |