É impressionante como a gente é capaz de mudar. Muitas vezes, desconhecemos essa nossa capacidade. Vejo pessoas falando "eu sou assim e vou morrer assim". Hoje eu vejo que esse tipo de afirmação não me pertence mais. Fui capaz de mudar para melhor. Depois que virei mãe, fui obrigada a deixar de pensar em mim mesma, deixar de ser egoísta, para pensar no melhor para a minha filha. Isso só quem é mãe sabe. Abri mão de muitas coisas, superficialidades, caprichos, luxos, para prover tudo o que minha filha precisa para viver bem e para ser um ser humano melhor para ela. No texto do dia 5 de abril de 2014 eu escrevi que sentia falta. Hoje, não sinto mais. Percebi que essa vida de superficialidades e de satisfação dos sentidos não leva a lugar algum. Quanto mais satisfazemos os sentidos, mais eles nos controlam. É a tal diferença da fome e da vontade de comer. Fome nós temos para alimentar esse corpo físico e mantê-lo saudável. Vontade de comer nada mais é do que satisfazer os sentidos desse corpo físico. Disso, não precisamos. E quanto menos alimentamos essa "vontade de comer", mais fracos os sentidos se tornam. Percebi que não preciso disso. Não é uma necessidade. Hoje, a única necessidade que sinto é de manter minha saúde, manter a saúde da minha filha, manter a minha vida estruturada e elevar o espírito. E quando eu digo "elevar o espírito", é tudo o que está relacionado à conexão com o divino. Quando eu tive essa percepção é que a mudança foi possível. É literalmente mudar de foco. É deixar de olhar para si mesmo e ampliar a visão. Estamos aqui para nos tornarmos melhores, para evoluirmos e não para "ser assim e morrer assim". Mudar não é apenas reconhecer que estava errado ou admitir sua ignorância. Além disso, é querer ser melhor, ter vontade de ser uma pessoa melhor para si e para todos a sua volta. Ser melhor para o planeta. Querer evoluir não é motivo para se envergonhar, mas, sim, para se sentir bem, para fazer o bem e para servir a Deus.
Hare Krishna.
