quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Winds of Change...

É impressionante como a gente é capaz de mudar. Muitas vezes, desconhecemos essa nossa capacidade. Vejo pessoas falando "eu sou assim e vou morrer assim". Hoje eu vejo que esse tipo de afirmação não me pertence mais. Fui capaz de mudar para melhor. Depois que virei mãe, fui obrigada a deixar de pensar em mim mesma, deixar de ser egoísta, para pensar no melhor para a minha filha. Isso só quem é mãe sabe. Abri mão de muitas coisas, superficialidades, caprichos, luxos, para prover tudo o que minha filha precisa para viver bem e para ser um ser humano melhor para ela. No texto do dia 5 de abril de 2014 eu escrevi que sentia falta. Hoje, não sinto mais. Percebi que essa vida de superficialidades e de satisfação dos sentidos não leva a lugar algum. Quanto mais satisfazemos os sentidos, mais eles nos controlam. É a tal diferença da fome e da vontade de comer. Fome nós temos para alimentar esse corpo físico e mantê-lo saudável. Vontade de comer nada mais é do que satisfazer os sentidos desse corpo físico. Disso, não precisamos. E quanto menos alimentamos essa "vontade de comer", mais fracos os sentidos se tornam. Percebi que não preciso disso. Não é uma necessidade. Hoje, a única necessidade que sinto é de manter minha saúde, manter a saúde da minha filha, manter a minha vida estruturada e elevar o espírito. E quando eu digo "elevar o espírito", é tudo o que está relacionado à conexão com o divino. Quando eu tive essa percepção é que a mudança foi possível. É literalmente mudar de foco. É deixar de olhar para si mesmo e ampliar a visão. Estamos aqui para nos tornarmos melhores, para evoluirmos e não para "ser assim e morrer assim". Mudar não é apenas reconhecer que estava errado ou admitir sua ignorância. Além disso, é querer ser melhor, ter vontade de ser uma pessoa melhor para si e para todos a sua volta. Ser melhor para o planeta. Querer evoluir não é motivo para se envergonhar, mas, sim, para se sentir bem, para fazer o bem e para servir a Deus.

Hare Krishna.

Publicação de 5 de abril de 2014

Abaixo, uma publicação do dia 5 de abril de 2014.

Foto de referência:



"Setembro de 2012. Essa foto foi a última vez que eu saí de balada. No mês seguinte, eu fiquei grávida. E, desde então, nunca mais me chamaram pra balada. Não pude mais. Se eu disser que eu não sinto falta, é mentira. Sinto falta da bagunça, das risadas, das besteiras, dos papos sem pé nem cabeça, mas só. 

A vida é feita de fases. Tem fase pra tudo. E eu posso dizer que eu curti muito essa fase de baladinhas, encher a cara, voltar de madrugada... Hoje, minha filha é tudo pra mim. Ela representa 100% da minha vida. Principalmente, porque ela ainda é totalmente dependente de mim.

Não troco nada pela vida que tenho hoje. Nunca achei que eu pudesse ser tão feliz como mãe. Como o Silvio Siena mesmo me disse hoje, "depois que você virou mãe, você passou a ter uma luz diferente. Antes, você tinha uma atmosfera meio sombria, meio dark". Isso me fez pensar. Eu realmente era assim, tive vários episódios de depressão, tinha pensamentos obscuros e nem me dava conta.

Hoje, eu posso dizer que eu sou uma pessoa diferente. A Catarina mudou a minha vida e a mim. Sou uma pessoa melhor. Tenho uma atitude melhor perante à vida. Antes, eu confesso, eu não dava muito valor para a vida. Não me preocupava muito se ia morrer amanhã ou não, tanto faz. Agora é diferente. Passei muito mal ontem, achei que eu ia ter um treco, eu estava sozinha em casa e a única coisa que eu pensava era "preciso ser forte, não posso deixar a Catarina sozinha!" Fiquei firme, me acalmei, liguei para o Silvio e deu tudo certo. Foi um estalo de consciência. Agora sou mãe! Sou responsável por mim e por ela. E, por incrível que pareça, não existe sensação melhor para mim.

Baladinhas? Quem sabe eu volte a sair de balada quando a Catarina for maiorzinha. Por enquanto, só quero saber da coisinha mais linda do mundo, A MINHA FILHA!!!!!!!"

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Depois que virei mãe...

Quem me conhece sabe que depois que eu me tornei mãe, me tornei uma pessoa diferente. Meus valores mudaram. O que antes era importante, hoje se tornou totalmente fútil (usar perfume importado, por exemplo). O que nem me importava, agora passou a ser de grande importância (a quina da mesa, objetos pequenos ou pontiagudos, temperatura da água, só para citar alguns). Tive que adquirir paciência, aprender a me adaptar com sono interrompido por diversas vezes, cuidar mais da casa, ser mais responsável, ficar mais alerta, abrir mão das minhas vontades para atender à minha filha, enfim, minha vida agora é ser mãe full-time.
Nenhuma mudança é fácil, seja de estilo de vida, seja de residência, seja de trabalho. Mas, ser mãe, é uma mudança permanente. É claro que isso não vale para aquelas mães que deixam a criança com a avó e vai curtir uma balada. Estou me referindo às mães que "vestem a camisa". Que vão trabalhar com dor no coração de deixar o filho com os avós ou na escolinha. Que choram junto com o filho quando ele se machuca ou fica doente. Que abrem mão de qualquer coisa para ver o filho bem. Eu passei a respeitar mais essas mães depois que virei mãe. Passei a ver o mundo de outra forma. Tenho até mais respeito por mim mesma, principalmente quando elogiam minha filha, quando me dão os parabéns por ela.
Depois que tive minha filha, coisas grandes viraram coisas pequenas. Coisas pequenas ficaram menores ainda. O foco mudou. Posso ficar horas falando sobre isso, mas só quem é mãe sabe o que quero dizer. Só quem é mãe reconhece a veracidade dos meus relatos. Não é que mãe tem sexto sentido, é que, quando a gente vira mãe, parece que abre uma outra consciência, como se instalasse uma VM (Máquina Virtual) dentro da gente e começasse a rodar outro sistema operacional totalmente diferente. A gente passa a ver tudo com outros olhos, ter uma percepção diferente. Já ouvi dizer que mãe tem "sensor aranha", rs. É bem por aí.
É complicado? É. É fácil? Não. Mas é bom? (...) É MARAVILHOSO!!!!!
Vai entender... "Coisa de mãe", rs!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

11 meses - Primeiros passinhos

No dia em que minha filha completou 11 meses, ela deu seus primeiros passinhos sozinha. Ela já ficava em pé sozinha, mas não tinha segurança para andar. Mas no dia 06, o qual ela completou os onze meses, ela conseguiu andar. Foi incrível! Ficamos babando. Eu quase chorei de emoção. Agora, só falta mais segurança para ir mais longe. Mas acho que antes de ela completar 1 ano, ela já vai andar sem medo.

Falar, ela já fala alguma coisa, como "nenê", "tetê", "dadá" e, uns dias atrás, ela disse "au-au", mas só sendo estimulada. É claro que, para uma mãe, isso já é fascinante! Acho lindo todas as vezes que ela fala.

Ela já demonstra preferência por brinquedos, pessoas, lugares, é muito legal. Quando ela está em um lugar que ela não gosta, que não quer ficar, haja paciência! É um tal de gritar, se debater, jogar a cabeça para trás, impressionante! E se não fizer a vontade dela, aguenta! Tem que dar bronca várias vezes até ela resolver parar. Mesmo assim, é difícil!

Ela já quer experimentar tudo o que a gente come. Pede na cara dura. Puxa o nosso braço, tenta pegar a colher ou o que estiver na nossa mão. Já abre a boquinha para comer. Uma graça! É claro que não é tudo que damos. Temos cuidado em não oferecer alimentos com muito açúcar, ou alimentos fritos, temperados, condimentados, que possam fazer mal. Mas, aos poucos, ela já vai experimentando novos sabores. O mais engraçado são as caretas! A gente dá muita risada.

Ainda está sendo muito difícil fazê-la dormir. Ela ainda luta contra o sono, mas creio que com a idade, isso vai melhorar, principalmente depois que ela começar a frequentar uma escolinha.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

10 meses - Aprendendo a andar

Uns dias atrás, ela já conseguiu ficar de pé sozinha. Como dizem, acontece do nada, sem a gente se dar conta. Minha filha estava sentada no chão, brincando, eu estava distraída e vupt! Ela ficou de pé sozinha, só apoiando no chão! Eu nem acreditei, fiquei sem reação e logo ela sentou de novo. Ficou uns 5 segundos de pé. Foi o tempo que levei para me recuperar do choque. Minha filha está ficando de pé sozinha! Pelo jeito, vai ser independente igual à mãe. Depois que isso aconteceu, estou ensinando-a a andar, seguro nas mãozinhas dela e ela vai que vai. Um pézinho depois do outro. Quando está de pé, ela pratica sozinha ficar de pé sem se apoiar. Cada dia que passa, ela fica mais tempo sem se apoiar. Uma graça! Eu fico fascinada, ela pratica sempre, mesmo sem estímulo. Quando eu a estimulo, por exemplo, ela quer pegar alguma coisa que está na minha mão e eu a faço vir pegar, eu percebo que ela se esforça ao máximo para vir caminhando. Ela se estica toda, coloca o pézinho na frente como se fosse dar um passo. Às vezes, ela quase consegue, tenta se equilibrar, até que se abaixa e se apóia no joelho. É a coisa mais linda e fofa de se ver. Estou adorando essa fase. :-)


segunda-feira, 14 de abril de 2014

9 meses - Fazendo manha

Posso dizer que, de longe, esta é a melhor fase. É uma risada atrás da outra. Agora, ela já está mais "independente". Como já engatinha bem, ela vai onde eu vou, sem ter que ficar carregando para lá e para cá. Mas só em casa. Ela está na fase de colocar tudo na boca, então, tenho que ficar sempre atenta. Ela adora ficar de pé. Qualquer lugar que tiver como ela se apoiar, ela tenta ficar de pé. Já alcança o assento das cadeiras, o criado-mudo, o rack e o sofá. Tenho que ter cuidado com o que coloco nesses lugares porque ela pega. Principalmente, eletrônicos. Meu celular, por exemplo, ela é doida para pegar. Então, tenho que lembrar sempre de colocá-lo em lugares mais altos. Mas os controles remotos não tem como. Ela sempre pega, pois o rack é baixinho. Tivemos que colocar aquelas abraçadeiras de nylon na porta do rack para ela não abrir. Mas isso é praxe. Que bom que ela é curiosa! Rs.

Há pouco tempo, ela aprendeu a fazer manha. Faz caretinha quando quer alguma coisa e eu não concedo. Ou quando vai mexer onde não deve e eu chamo a atenção. O mais engraçado é que é totalmente perceptível. E, incrivelmente, ela me entende. Falo que não, aponto o dedo e ela sabe que eu não gostei. Na maioria das vezes, ela muda o foco e vai fazer outra coisa. Mas, dependendo da curiosidade, eu perco para a curiosidade. Então, eu chego perto, mostro, ela examina, e pronto. Coloco de volta no lugar e se ela chegar perto, eu chamo a atenção de novo. Isso se repete até ela desencanar. E dá certo.

Faz manha quando quer atenção, quando quer colo e quando quer ir embora (se estiver entediada). Ela não é de ficar parada, então, tem que ficar em movimento ou entretida com alguém fazendo graça ou com algum brinquedo ou desenho (ilustração). Ela adora televisão, mas tento não deixá-la assistindo TV direto. Coloco só nos programinhas que eu sei que ela gosta.

Ela ainda não anda, mas já tenta coisas novas. Andar de lado se apoiando no sofá ou no rack é uma delas. E ela adora, principalmente se é aplaudida. Tenta ficar de pé sozinha; já conseguiu ficar 5 segundos em pé. Eu estava no chão e ela se apoiou nos meus ombros. Foi muito emocionante!

Ela tenta falar, balbucia algumas sílabas expressão admiração, contentamento, surpresa e, principalmente, desaprovação. Já sabe se colocar quando não gosta de alguma coisa. O choro é menos frequente por conta dessa forma de se expressar. O choro é só quando algo realmente não está bom. 

Apontou o primeiro dentinho dela um dia antes de ela completar 9 meses! Um baratinho. Não deu febre, não deu diarreia, nada. Só de vez em quando que dá uns ataques de chatice nela, mas dura pouco tempo. Só que ela não quer os mordedores que eu comprei para ela. Ela fica coçando a gengiva com a própria chupeta. E com o que ela achar pela casa, claro.

Ela é muito boazinha, não tenho do que reclamar. Esse sábado a levamos a uma festinha de um ano e ela se comportou superbem. Adorou brincar com bexiga, catavento e não deu um pingo de trabalho, tirando os dois copos de suco que ela derrubou no meu marido, rs. Mas ficou tranquila o tempo todo. Não fez manha, não fez birra e ainda dormiu no carro na volta! 

Cada dia amo mais esse cotoquinho de gente! =)


segunda-feira, 10 de março de 2014

8 meses - engatinhando

Isso mesmo, ela já está engatinhando. É só colocar no chão que ela vai pra onde ela quiser. Geralmente, atrás de mim e do pai. Por um lado, isso é bom, pois não preciso ficar com ela o dia inteiro pendurada no meu colo, mas, por outro, eu tenho que dobrar minha atenção para acidentes não acontecerem. Ela já descarrilou a porta do rack, que é de correr, já meteu a mão em um fio, que não estava desencapado nem nada, mas estava ligado na eletricidade, já se escorou no vaso sanitário para ficar de pé, já tentou puxar a gaveta da cozinha, também para ficar de pé, enfim, agora começou a fase do "tentar pegar tudo o que eu posso alcançar".

Agora que ela aprendeu a ficar de pé, toda a hora ela quer tentar. Apoia-se no que estiver ao alcance para levantar. Ela já fica sentada sozinha, até aí, sem problemas. O problema é quando ela quer se apoiar em alguma coisa para ficar de pé. Serve qualquer coisa, pés da cadeira, brinquedo, alças de gaveta, de armário, assento do sofá e, principalmente, minhas pernas. Ela se agarra nas minhas calças e quer levantar. Não é nem para pedir colo, já tentei pegá-la no colo, mas ela reclama para soltar. É só o prazer de ficar de pé mesmo. Tentar se equilibrar. Acho que é como quando a gente está aprendendo a andar de bicicleta. Tenta, tenta, até conseguir. Tenho que ficar sempre de olho.

Hoje foi engraçado. Ela aprendeu a dar tchauzinho semana passada. Agora, ela dá tchauzinho para tudo. Para o quarto quando vai embora, para a televisão, ou mesmo para mim, quando estou trocando a fralda dela. Bom, ela já sabe que não é para mexer no fio. Sempre que ela chega perto dele, eu digo "NÃO" em um tom de voz alto e claro. Sem berrar, sem ameaçar. Só digo "não" e fico séria. Hoje, ela achou que eu não estava olhando, foi chegando perto do fio, quando eu inspirei para vocalizar o meu "NÃO", ela virou-se para mim e fez tchauzinho. Não aguentei. Caí na risada. Acho que ela percebeu que me desarmou e caiu na gargalhada também. Veio engatinhando rapidinho na minha direção.Estou curtindo muito essa fase dela. Dou muita risada, faço ela rir e ela adora. A gargalhada dela é infalível. Não tem como ficar sério. Desarma na hora. E é uma delícia. 

Como ela já consegue ficar sentada, ela brinca o tempo inteiro e, o melhor de tudo, se cansa. A esta hora, ela já tomou uma mamadeira e está capotada. Se ela acordar, vai acordar somente lá pela meia noite, ou uma da manhã. Quando está friozinho, ela nem acorda mais. Só resmunga, eu dou a mamadeira com ela meio dormindo e ela capota de novo. Ufa! Achei que a fase de acordar 4 vezes por noite não ia acabar nunca! Quando está calor, ela ainda resmunga, choraminga, mas é só fazer um cafuné, abrir um pouco a janela, que ela sossega. Já não fico mais pregada. Ainda estou com olheiras, mas não estou mais parecendo um zumbi. Até mudei de visual, cortei o cabelo bem curtinho como há muito tempo eu queria e uni o útil ao agradável: doei para o Cabelegria, um projeto que fabrica perucas para as crianças com câncer. Muito legal, vale a pena conhecer.


De resto, tudo certo, minha bebê está ótima, crescendo bem, já come o potinho inteiro de papinha (mas ainda não come direito as de frango), adora uma melancia, já está se arriscando falando bá-bá-bá, ai ai ai, mã-mã-mã, quem sabe mês que vem ela consiga arriscar um "mamai", né? Rs.