Uma recém-mamãe que tenta, à medida do possível, registrar todas as alegrias e contratempos de ser mãe de primeira viagem. Bem, ninguém disse que seria fácil. Mas a sensação de ver aquela criaturinha linda crescendo e saber que saiu de mim é indescritível. É um amor que parece não caber dentro do peito. Ser mãe é preencher um vazio que eu nem sabia que existia.
Ontem fui à 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo exibe “Nosferatu” ao ar livre. Tinha muuuita gente! Mais do que eu esperava! Chegamos umas 19:15 para conseguirmos um lugar bom para ficar, mas já estava completamente abarrotado de gente. Estava tudo perfeito! A orquestra então, nem se fala. Até a atmosfera estava combinando: o Dia de Finados, o filme Nosferatu, a noite, o clima frio e sombrio, os pássaros passavam no meio do filme parecendo corvos, tudo maravilhoso. Todo mundo entrou no clima, todos prestando atenção (pelo menos no lugar onde eu estava), teve até gente que foi à caráter, com fantasias e rostos pintados. Foi inesquecível. Tirei algumas fotos, mas a qualidade não ficou lá muito boa porque tirei do celular. Devia ter levado a máquina. Bom, mas vale pela lembrança. Se tiver outro evento desse tipo, com certeza estarei lá!
O Dia de Todos os Santos, o 1º de Novembro foi inspirado pelo ritual celta pagão de Samhain, o dia do banquete dos mortos. Os espanhóis combinaram os seus costumes com o festival similar mesoamericano, criando, deste modo, o Dia dos Mortos.
Para os antigos mexicanos, a morte não tinha as mesmas conotações da religião católica, na qual as ideias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar. Pelo contrário, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos era definido pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.
As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos.
É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.
Simbolismo:
- Caveiras de “doce”, têm escritas o nome do defunto na sua frente, e são consumidas pelos parentes ou amigos.
Caveirinhas de açúcar, preferidas das crianças
- Pão de morto, é um prato especial do Dia dos Mortos, inclui um rolo doce à base de ovo que confecciona em diferentes figuras, desde formas redondas até crânios e é polvilhada com açúcar.
Pan de Muerto
- Flores. Durante estes 2 dias, as famílias limpam e decoram as campas com coloridas coroas de flores, tais como rosas, girassóis, entre outras, mas com especial destaque para as “Cempaxóchitl”, as quais se acredita que atraem e guiam as almas dos mortos.
Flor de Cempazuchitl
- O altar das visitas. Acredita-se que as almas das crianças regressam no primeiro dia de Novembro, e as almas dos adultos regressam no dia 2. No caso de não se poder visitar a tumba, pela sua não existência ou pela distancia que a separa dos seus parentes, também se elaboram altares nas casas, onde se colocam as oferendas, que podem ser pratos de comida, o pão dos mortos, copos de água, mezcal (bebida alcoólica), tequilha, cigarros e também jogos para as almas da crianças. Tudo isto é colocado junto às imagens e retratos dos defuntos, rodeados de velas.
Achei um vídeo muito legal falando sobre este dia. É em espanhol, mas o áudio está bem claro e é possível entender direitinho tudo o que é falado. Vale a pena dar uma conferida. Cultura nunca é demais. Feliz Dia de Los Muertos!
E, claro, como não poderia deixar de mencionar, as últimas tattoos que eu fiz, uma em cada pé, foram em homenagem a esse dia. As famosas "caveiras mexicanas" fizeram a minha cabeça desde a primeira vez em que vi. Demorei muito para fazer essas tatuagens, até juntar a grana, decidir o desenho e em que parte do corpo fazer, juntando, foram quase dois anos. Mas, enfim, posso dizer que são as mais lindas e as que eu tenho mais orgulho.