segunda-feira, 24 de junho de 2013

36ª semana - 9º mês

Reta final! Agora, falta menos de um mês ela nascer! Já sinto que ela está encaixada, sinto uma pressão no baixo ventre e se fico muito tempo de pé, parece que o bebê vai cair ou a barriga vai rasgar. Andar está sendo algo muito difícil. Aliás, não consigo fazer mais nada a esta altura. Até meu tricô e meu crochê eu larguei porque meus dedos estão inchados e doem quando os fecho em punho. Sem contar que nada para na minha mão, tudo eu derrubo, esbarro, ou escapa das minhas mãos.

Fui na obstetra sexta e, aparentemente, está tudo certo para o bebê nascer. Pode nascer a qualquer momento, pois, a partir de agora, ele não é mais considerado prematuro. Ele tem perfeitas condições de sobreviver aqui fora. Agora, vai ser na hora que ela quiser! Se ela for apressada, no fim desta semana ela já pode nascer. Caso fique tudo estável, tenho outra consulta dia 02/07 e, então, será possível ver dilatação, posição do bebê, etc.

Paciência é tudo o que eu preciso. Ansiedade essas horas só atrapalha. Tenho que respeitar o tempo dela, por mais ansiosa que eu esteja em segurá-la, em conhecê-la, em olhar nos olhos dela... Será que ela vai querer ficar até o último minuto? Ou será que ela também está ansiosa em me conhecer e conhecer o mundo aqui fora? Se ela puxar o pai, vai querer sair logo, mas, se puxar a mim, vai querer ficar o máximo que puder no quentinho, no aconchego do útero, rs. Afinal, agora o tempo esfriou e passar frio não é nada animador...

Beijos!


quarta-feira, 19 de junho de 2013

35ª semana

Quase tudo pronto para a chegada da bebê! As malas para levar à maternidade estão prontas, mas ainda faltam alguns itens de bebê como trocador, banheira e carrinho (que está a caminho). Ela chuta que é uma beleza, acho que ela também está ansiosa para sair e conhecer "as vozes" que falam tanto com ela, rs. Ontem, ela chutou tanto que fiquei com a minha barriga inteira dolorida. Perto do umbigo até ficou dormente. 

Tive um sonho estranho essa noite. Sonhei que eu estava em um parque aquático, daqueles que as piscinas são bem quentinhas, e eu estava dentro de uma piscina, com a cabeça encostada na borda e com o resto do corpo boiando na água. O meu barrigão de grávida estava para fora da água e o resto do corpo estava submerso. A parte da barriga que estava para fora da água, mais ou menos 4 dedos acima do umbigo, havia um desenho de uma borboleta, como se fosse pintado com o dedo, mas bem clarinho, nas cores azul, verde e rosa. Parecia feito com sombra de olho, mais ou menos assim: 

Ainda não sei o que isso significa. Alguém arrisca um palpite? De acordo com o site http://www.livrodosonho.com, sonhar com borboleta significa que um período felicidade se aproxima e que deve ser aproveitado ao máximo. Bom, se a borboleta estava desenhada na minha barriga, então, ser mãe vai me trazer muita felicidade! Espero realmente que sim!

Beijos e boa semana a todos!

terça-feira, 11 de junho de 2013

34ª semana - Dores

Esse oitavo mês está sendo bastante desgastante. Dores nas costas (nas costelas e na lombar, principalmente), nas pernas e no calcanhar (porque nenhum sapato me serve, chinelo no frio não rola e tenho que andar pisando na parte de trás do tênis). Além disso, a bebê chuta muito e já está chutando forte, então a pele da barriga fica sensível e, a cada chute, parece que a pele vai rasgar. Quando eu estou em pé, é a parte inferior da barriga que parece que vai rasgar por conta do peso. Eu fico pensando nas mulheres que têm gêmeos, trigêmeos, nossa! Devem sofrer muito! Claro, nem tudo é um show de horrores. É engraçado quando ela interage, quando ela soluça, quando ela tem cócegas e se mexe inteira dentro da barriga, como ela responde à voz do pai. Enquanto ele não para de falar, ela não sossega, rs.

Mas essa parte da dor é chatinha mesmo. Conversei com a minha médica e tal, ela disse que é normal. Acho que o problema é comigo, eu que fazia uma ideia de estar grávida, não contava com as dores, só via os prós. Mas agora eu estou me preparando psicologicamente por conta das contrações. Exercícios de respiração, posições durante as contrações, limpar a mente como em uma meditação, etc. Tudo isso pode me ajudar na hora. Já me disseram que não, mas isso varia de pessoa para pessoa. Principalmente se a pessoa não tiver o lado espiritual desperto. Eu me conheço o suficiente para saber que uma boa conexão com o cosmos pelo Chakra Sahasrara (do alto da cabeça) pode evitar muitos problemas e, principalmente, canalizar a energia de cura. Aliás, qualquer Reikiano sabe disso. É só eu praticar mais para a conexão ficar mais forte e mais fácil na hora da dor.

Já está quase tudo pronto. As malas estão prontas, a cômoda está montada, as roupinhas já estão todas lavadas e prontas para uso, o berço já chegou, só falta montar. Acho que hoje mesmo os montadores vêm para montá-lo. Montando o berço, fica só faltando o colchão que eu posso comprar aqui do lado de casa, onde tem uma loja de colchões. Aí fica tudo pronto para a chegada da Catarina. =)

Imagem representando o Chakra Sahasrara, no alto da cabeça.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

33ª semana

Tudo certo no ultrassom que eu fiz semana passada, só que a médica teve alguma dificuldade em fazer certas medições porque a bebê não parava de se mexer! Fiquei mais tempo que o normal na sala de ultrassom por conta disso. Ela estava totalmente serelepe! E olha que eu não comi chocolate nenhum para ela ficar tão agitada!

Falando nisso, ela anda mexendo bastante, interagindo bastante e não só à noite, mas o dia inteiro! Desde a hora em que eu acordo, até a hora de eu ir dormir. É claro que há momentos em que ela não mexe, em que ela está dormindo, mas é menos frequente. Agora, ela interage mais, dá pra sentir os pezinhos dela na minha barriga, principalmente quando ela espreguiça ou se estica. Apenas uma partezinha da barriga fica saliente. É muito legal ficar vendo.

Agora mesmo, enquanto eu estou digitando, ela fica se mexendo sem parar. Mas quando eu me afasto do teclado, jogo o corpo para trás encostando as costas na cadeira, ela para. Quando volto a digitar, ela torna a mexer. Nem nasceu e já reclama do espaço, rs. Ainda bem que comprei um berço grande, rs. Vai ser espaçosa igual ao pai, hehehe!

Beijos!



segunda-feira, 27 de maio de 2013

32ª semana - 8º mês - I like to move it, move it

Essa menina não para um segundo! Ontem mesmo, já tarde da noite e essa menina não queria saber de parar de mexer. Já estou vendo que essa aqui gosta de uma bagunça, rs. Enquanto eu não dormi, ela também não quis saber de dormir. Enquanto ela ouvia a voz do pai, ela continuava chutando. A gente deu muita risada. O único problema disso é que a pele da minha barriga já está sensível com os chutes que ela dá (que não são nada leves) e tem hora que chega a doer, parece que a pele vai rasgar. Mas nada insuportável. Lembrei dessa música do Madagascar e esse vai ser o melô da minha filha, rs.

Ainda estou pensando se faço ou não o ultrassom 3D. Falei com a obstetra e ela disse que é "perfumaria", é só para os pais mesmo, para ver melhor o bebê, ver a fisionomia, essas coisas. E ainda corre o risco de não dar pra ver muita coisa dependendo da posição do bebê. Estou pensando seriamente se faço, ou não. Essa semana tenho um ultrassom obstétrico para fazer. Vai ser o primeiro depois que eu saí da internação da gripe. 

Preparativos para o chá de bebê na reta final! Lembrancinhas quase prontas! Minhas duas cunhadas estão me ajudando, vai ser tudo de bom! Estou muito ansiosa! E doida pra comer cupcake, rsrsrs. Tá bom, bolinho! Rs.

E em homenagem à minha "kicker" dentro da minha barriga:


quinta-feira, 23 de maio de 2013

31ª semana - Com ou sem anestesia?

Um assunto que esteve em pauta esta semana foi a anestesia na hora do parto, fazer ou não fazer? Quem me conhece sabe que eu defendo o parto normal com todas as forças. Cesárea não é uma opção, exceto no caso em que haja sofrimento por parte do bebê. Mas uma coisa que eu me perguntava é: por que muitas mulheres optam por não receber anestesia? Por que elas fazem questão de sentir a dor do parto?

Bom, uma das coisas que descobri é que, com a anestesia, a mãe não sente o bebê saindo dela, ela perde essa conexão entre ela e o bebê. Só sabe que o bebê saiu porque ela vê o bebê e o colocam no colo dela. O primeiro contato é visual e não sensorial. Conversei com uma amiga, e mãe, que teve sua filha por parto normal, sem anestesia alguma, e ela confirmou isso. Ela relata que sentiu com perfeição o momento em que saiu a cabeça, depois os ombros, o quadril e depois as pernas do bebê dela. Isso no psicológico da mãe deve ter um efeito muito mais intenso do que dar à luz sem sentir dor alguma, e sem sentir também o bebê. A conexão deve ser muito mais forte, a sensação de que "saiu de mim" também deve ser muito mais forte, a conscientização de que aquele ser que se mexia tão intensamente dentro de mim, agora está fora de mim, deve ser muito mais concreta essa conscientização e imagino que deve, também, evitar a depressão pós-parto. Parece besteira, mas o psicológico mexe muito com a gente.

Confesso, antes de fazer as pesquisas e de conversar com outras mães, eu era contra sentir dor. Eu não conseguia entender como que uma mulher poderia preferir sentir dor em um mundo onde existe a anestesia local, a peridural, a raquidiana, para ter o bebê por parto normal sem sentir dor. Mas eu acho que agora eu captei a intenção delas. Não só captei, como também quero que o parto da minha filha seja assim. Não que eu seja a favor de fazer o parto dentro de uma banheira, aquela coisa de parto na água, pois eu ainda acho isso perigoso. Mas com ou sem dor é uma opção totalmente minha e isso não vai afetar a saúde do bebê. Caso o bebê esteja correndo risco e seja necessário fazer uma cesárea, vou considerar uma fatalidade. Mas, no que depender de mim, vai ser normal e sem anestesia. E, além disso, há um fator ao meu favor: quadris largos. A vida inteira eu ouvi que isso facilita na hora do parto. Bem, vou ver na prática se isso é verdade.


Fora as desvantagens de uma cesariana, outro fator contra é que virou uma "máfia" no Brasil entre os hospitais particulares. No Brasil, há uma epidemia de cesarianas sem necessidade (http://veja.abril.com.br/noticia/saude/o-parto-normal-em-extincao-no-brasil). É mais cômodo para o médico, que vai ao hospital, faz a cesárea e volta para o consultório sem perder muito tempo, é mais vantajoso para o hospital, pois a cesariana é um processo cirúrgico e exige mais custos do convênio. Sem contar que o agendamento da cesariana incorre o risco de o bebê nascer antes do tempo em que ele precisa ficar no útero. O útero é a UTI do bebê. Tirá-lo antes do tempo é uma agressão física. As contrações são necessárias para o próprio bebê ir se preparando para a saída. Assim como para o corpo da mãe ir se preparando para o parto. Com o parto normal, a recuperação é mais rápida, o aleitamento é mais rápido, pois o corpo estava preparado para isso. A cesárea é uma interrupção, é algo não natural, prematuro.

A cesárea é uma necessidade? É, quando a vida do bebê ou da mãe está em risco. Sou contra à cesariana sem necessidade, quando a mãe tem "medo" da dor ou quando ela prefere "pular" a etapa do nascimento para ter logo o filho nos braços. Sou contra também quando o médico opta por cesariana por motivos pessoais, deixando a gestante sem opção. É por isso que a obstetra que fez meu pré-natal NÃO vai fazer o meu parto. Vou à maternidade só quando a bolsa estourar e terei meu bebê por parto normal com o plantonista disponível. Ah, e NÃO vai ser no Santa Joana, né? Pelo amor de Deus! Rs.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

30ª semana - Saindo do sufoco

Sei que muita gente nem ficou sabendo, pudera, foi tudo muito depressa, fui internada de uma hora para outra e não tive acesso à internet.

Foi mais ou menos assim:

Começou no domingo, dia 05/05, uma tosse chata, nariz entupido, mas nada alarmante. Como tenho problemas respiratórios desde sempre, tinha certeza que era o clima seco que estava afetando minhas vias respiratórias.

Na segunda-feira, dia 06/05, acordei ruim, nariz escorria demais, continuava com a tosse, só que mais dolorida, garganta inflamada e moleza. Tomei Paracetamol, mas não adiantou de nada. Trabalhei só até o meio da tarde, depois não consegui mais, suspendi o que eu estava fazendo, sem chance de continuar. Comuniquei meu marido e, assim que ele voltou para casa, lá pelas 22:00, fomos ao pronto socorro do Hospital Santa Joana, já entrei direto para a medicação com uma crise horrível de asma, sem conseguir respirar normalmente. Lá, fui diagnosticada com SINUSITE GRAVE e me receitaram antibiótico e inalação. Detalhe, eu saí de lá às 04:00 da manhã da terça-feira, ainda com asma e com febre.

Ainda na terça, 07/05, só que de manhã, eu resolvi ir ao Hospital São Luiz, pois ainda doía muito ao tossir, minha garganta ainda estava completamente inflamada e ainda estava com dificuldades para respirar. Depois de duas inalações, nenhuma melhora foi constatada. Ao contrário, meu mal estar aumentou, estava com o corpo inteiro dolorido e estava com febre. Meu marido viu que eu estava pior, falou com um médico, e foi graças a ele, que me encaminhou à emergência, é que foi detectado o vírus H1N1. Como eu estou grávida, tive que ser encaminhada a um hospital que também fosse maternidade. No São Luiz fui medicada com o primeiro comprimido de Tamiflu (medicamento para combater o H1N1).

Na quarta, 08/05, às 01:00 da manhã, fui internada na UTI do Hospital Assunção de São Bernardo do Campo com isolamento total em um quarto de vidro, só podendo entrar médicos e enfermeiros de máscaras e luvas. Visitas só 2x por dia e por apenas 30 minutos. Fiquei 4 dias assim, até o vírus ser combatido.

No sábado, dia 11/05, fui encaminhada para um quarto, saí da UTI, pois já havia melhora do meu estado, mas ainda tive que ficar isolada, eu poderia receber visitas, mas elas teriam que continuar usando máscaras  por precaução.

Domingo e segunda, 12 e 13/05, continuei nesse quarto sendo medicada e em observação. Os médicos ficaram felizes com a minha evolução, estava melhorando bem, estava respirando bem, sem chiados e sem dificuldade.

Recebi alta na segunda mesmo, foi uma surpresa, pois achei que eu teria que ficar ainda mais uns dias em observação! Foi uma felicidade só! Fiquei um pouco debilitada ainda, mesmo em casa, pois não conseguia me movimentar direito, fiquei muito tempo em um leito, sem muito movimento, então tive que ir me recuperando aos poucos. Hoje, quinta-feira, é que estou me sentindo mais disposta, tanto que vim postar no blog. Obrigada ao apoio e às orações de todos para que ficássemos bem. Agradeço de coração.

Beijos!!!